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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

SÓ SE MORRE UMA VEZ...

Nada sei deste fim
agora
que me sinto perdida
Com a brevidade
do começo
desta busca
onde me findo.
Se lá fora brilha o sol
é a chuva que ouço
cair mansamente
sobre vidros estilhaçados.
Em graníticos açoites
à luz ofuscada da alma.
O chilreio monocórdico
de um pássaro
traz-me enfim à memória
todos os inúteis poemas
que ousaram parir sonhos
planando sobre o céu
ingenuamente
em direcção a um oásis
inexistente.

...Finda que está
a hemorrágica certeza
louvo este meu tudo
tão repleto de nada
UM NADA...
que me serve agora
de frágil agasalho.

(VÓNY FERREIRA

1 comentários:

Dora Regina disse...

Passando para contemplar sua postagem de hoje, para alegrar nosso dia. Lindo poema.
Forte abraço...Beijos no coração.