À Poeta Ana Maria Oliveira
Esborratei finalmente
O sol que brilhava da tela
As cores vivas e afixadas
Explodem e esbatem-se
Como se arrancasse as penas
De uma pomba em agonia
E matasse um rio
com chuva de pedras.
Já não lhe capto emoção
O paradigma
da feiura ou da beleza
As suas cores são apenas
A demência alcatroada
Agora que meus sonhos
Esvoaçam em carne viva
E a crença mais intrínseca
É um pássaro numa gaiola
(VÓNY FERREIRA)
Nota: Imagem tirada do Google, desconheço o autor da mesma
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