VAZIO
Hoje não sei nada
se é a noite que me veste
se o dia se esqueceu de amanhecer
se me transformei numa rosa silvestre
que no meio das pedras nasceu para morrer!
Se acaso soubesse o que sou
talvez não mendigasse pela felicidade
ou será que em mim se gerou
uma mentira que julguei ser verdade?
Vóny Ferreira
4 comentários:
Por vezes nos enchemos de sonhos que geram fantasias, mas quando a realidade desse mundo sem cor nos pesa nos ombros, por alguns tristes instantes, deixamos de ser poetas e ficamos vazios... Teu poema é divino, parabéns!
Abraços e beijos
JD
Vóny,
A tua poesia me encanta mais e mais...
Como este poema fala bem dos momentos em que sentimos o vazio tomar conta de nós! E como escrever, nestes momentos, nos ajuda a conseguir vivê-los!
Um beijo, minha querida.
Lila.
Vóny amiga...
Nem sempre brilha o "sol da existência"
No vazio de nosso "mundo interior".
Somos como o vento que se perde no infinito
Vagueando cego, nos caminhos do AMOR...
Por vezes penso que o "vazio" está sempre "cheio"... de angústia, desassossego e dor.
Vou te falar o que muitas vezes ouço:
"parece que esse, você escreveu pra mim"!!!
bjusss
Vanda
É verdade o que escreves, querida amiga. Mas sabes?
Se nos propusermos a olhar para além das nuvens, embora ténue desponta um sol ardente que nos aquecerá de novo os corações.
Bem hajas querida amiga por me leres.
Beijo de admiração
Vóny Ferreira
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