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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

Poema da Inexistência




Como posso matar a sede se não tenho água?
Como posso desejar ver-te com os meus olhos cegos?
Como posso desejar que me ames se não tenho nada?
Nada que valha a pena para que não o lamentes!?

Como posso alcançar-te se meus braços quebraram?
Como posso falar-te se a minha voz emudeceu?
Como posso ver o sol se deixei de ter um céu?
Ah meu amor, meu amor, como… se nada existiu?

(VÓNY FEDRREIRA)

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