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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

Perdoa-me, Mãe!

Do chão nasceu o meu primeiro choro
as pedras arremessadas por um ódio estéril,
querendo escurecer a luz dos meus olhos
atingindo claramente o mais belo néctar,
do peito farto que enganava a minha fome.

Quem não perdoou o pecado de ter nascido
eu que era a sobra de um infecundo amor,
que olhava as estrelas no céu do teu ventre?

Perdoa-me mãe a dor do meu nascimento
se enganaste a fome para não me veres chorar.
Se te ofereceram flores em vez de esperança
nesse primeiro dia em que ousei resistir.

  (VÓNY FERREIRA)

1 comentários:

Lírio Lilas disse...

Vóny,

Querida, como não terias tão forte a característica de renascer de toda e qualquer situação? Pois que renasceste já no teu nascimento!
"...neste primeiro dia em que ousei resistir."
Minha amiga, tanto o teu nascimento quanto os teus renascimentos constantes advém desta ousadia que já trazias antes de chegar por aqui...
VIVA A OUSADIA!
Um beijo grande,
Lila.