Acredito nas flores que nascem
Por debaixo das veias entupidas
Que hão-de asfixiar meu coração
Embora as não veja… sim, acredito!
Minúsculas, tímidas se propagam
Pelo meu ser que se envenena
Como se fossem barcos de papel
A flutuar num lago, sem direcção.
Não as lamentes nem as contestes
Por mais que elas causem a minha morte
E com a mesma mão com que me acenas
Acolhe a minha alma se te pedir guarida.
( Vóny Ferreira)

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